DLSS 5 e FSR 4.1: que placas gráficas os suportam, como ativá-los e quando compensa melhorar o teu PC
A Nvidia acelerou o DLSS 5 (só para RTX 50 por agora, com Hogwarts Legacy a 5 de novembro) e a AMD leva o FSR 4.1 às Radeon RX 6000. O que faz cada um, que placas gráficas os suportam, como se ativam e quando compensa melhorar o teu PC em vez de o trocar.

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O DLSS 5 não é mais um upscaling para ganhar FPS: é uma camada de «renderização neural» que acrescenta iluminação e materiais mais realistas à custa de desempenho, e por agora só funciona nas GeForce RTX 50 (além dos portáteis RTX Spark e do GeForce NOW). A 13 de outubro de 2026, a Nvidia publicou um modelo duas vezes mais rápido, que chega a Hogwarts Legacy a 5 de novembro, e um «Frame Gen Performance Mode» em beta que as RTX 40 já podem usar. A novidade que realmente prolonga a vida de muitas placas gráficas é outra: desde 20 de outubro, com o driver Adrenalin 26.10.1, o FSR 4.1 funciona nas Radeon RX 6000 de 2020.
E chega em boa altura, porque trocar de placa gráfica sai caro. A Asus e a Gigabyte subiram oficialmente este ano os preços das RTX 50 e das RX 9000 devido ao encarecimento da memória GDDR7 (em média, cerca de 40% nos modelos mais populares, segundo a Notebookcheck), e a RAM DDR5 continua pela hora da morte, como contámos no nosso guia de componentes 2026.
O que é o DLSS 5 e em que difere do DLSS de sempre
Até agora, o DLSS servia sobretudo para ter mais desempenho: o jogo é desenhado a uma resolução mais baixa e uma IA reconstrói a imagem (Super Resolution), ou são criados frames intermédios (Frame Generation). O DLSS 5, a que a Nvidia chama «3D-Guided Neural Rendering», é a última etapa da renderização: usa a geometria, as texturas e a iluminação do jogo para gerar detalhes de luz e de materiais que antes eram cortados por falta de potência, partindo sempre do conteúdo do estúdio.
Luz que atravessa a pele (dispersão subsuperficial), em vez de rostos com aspeto de plástico.
Sombras de contacto e oclusão de ambiente mais precisas.
Melhor interação da luz com o cabelo e com materiais como o metal.
Ou seja, melhora a imagem, mas custa FPS. Na estreia, a 3 de setembro, com NBA 2K27, a Digital Foundry mediu numa RTX 5090 em 4K Ultra uma queda de 128,4 para 62,7 FPS (menos 51%), e perdas de 55% numa RTX 5070 e de 41% numa RTX 5060. Por isso combina-se com o DLSS Super Resolution e a geração de frames.
O modelo de 13 de outubro: duas vezes mais rápido
A atualização anunciada a 13 de outubro reduz o modelo em 24%, para cerca de 118 milhões de parâmetros, e corta 20% no uso de VRAM em 4K. Segundo a Nvidia, o custo para a GPU fica em metade do de setembro, com uma qualidade comparável, e em NBA 2K27 os FPS sobem até 1,4 vezes. São números do fabricante, à espera de testes independentes. Os detalhes estão no anúncio oficial da Nvidia.
Calendário do DLSS 5: jogos e datas
3 de setembro: estreia em NBA 2K27 com o driver Game Ready 616.64, só para RTX 50 e GeForce NOW.
16 de outubro: o novo modelo chega a NBA 2K27 e o DLSS 5 estreia-se nos portáteis RTX Spark.
23 de outubro: o RTX Remix acrescenta o DLSS 5 para modders.
5 de novembro: atualização de Hogwarts Legacy com o DLSS 5 e as restantes tecnologias DLSS melhoradas.
Final de novembro: Where Winds Meet.
A polémica da demo de março
O DLSS 5 foi apresentado em março, na conferência GTC da Nvidia, e foi mal recebido. Nos vídeos de Resident Evil Requiem, a protagonista, Grace Ashcroft, aparecia com o rosto visivelmente retocado, mais liso e «maquilhado», e muitos jogadores compararam-no a um filtro de beleza das redes sociais. A crítica de fundo era clara: se a IA muda os rostos, já não estás a ver o que o estúdio desenhou.
Jensen Huang, CEO da Nvidia, respondeu que os críticos estavam «completamente errados» e que o DLSS 5 «não é pós-processamento ao nível do frame, é controlo generativo ao nível da geometria»: o estúdio decide a intensidade e pode excluir zonas, como as personagens. Segundo a PC Gamer e o TweakTown, a versão de Hogwarts Legacy é muito mais contida do que aquela demo: melhora os materiais, a luz e as sombras do cenário e quase não toca nos rostos. E o jogador pode sempre desativá-lo.
O que é o FSR 4.1 e porque importa se tens uma Radeon de 2020
O FSR 4 é o upscaling por IA da AMD: tal como o DLSS Super Resolution, reconstrói uma imagem de alta resolução a partir de outra mais baixa, com bastante melhor qualidade do que o FSR 3.1, que não usa IA. Nasceu em 2025 apenas para as RX 9000; o FSR 4.1 é a sua revisão, mais nítida e estável em movimento. A chegada tem sido faseada:
Radeon RX 9000: FSR 4.1 desde março de 2026 (Adrenalin 26.3.1), com um modelo FP8 que aproveita os seus aceleradores de IA de segunda geração.
Radeon RX 7000: desde este verão, com um modelo INT8 adaptado e compatibilidade com mais de 300 jogos.
Radeon RX 6000: desde 20 de outubro de 2026 com o Adrenalin 26.10.1. A AMD tinha-o previsto para o início de 2027 e antecipou-o otimizando esse mesmo modelo INT8.
Outros equipamentos: processadores Ryzen AI Max e Ryzen AI 9, consolas portáteis com Ryzen Z2 e, em breve, Xbox Series X|S.
A AMD apresenta-o no seu comunicado de imprensa como uma grande melhoria para as RX 6000 «sem necessidade de comprar componentes novos».
O que o FSR 4.1 não faz
Não é grátis: nas RX 7000, a ComputerBase mediu entre 7% e 14,5% menos FPS do que com o FSR 3.1 no mesmo modo, em troca de uma imagem claramente melhor. Nas RX 6000, que não têm aceleradores de IA dedicados, ainda faltam testes independentes; o lógico é esperar um custo um pouco maior.
Não traz geração de frames por IA: a do FSR Redstone continua exclusiva das RX 9000; as RX 6000 e RX 7000 podem usar a do FSR 3.1.
Não chega a todos os jogos: o título tem de integrar o FSR 4 ou estar na lista de jogos compatíveis da AMD.
Que placas gráficas suportam o DLSS 5, o FSR 4.1 e as restantes técnicas
Esta é a distribuição no final de outubro de 2026, da mais recente para a mais antiga:
GeForce RTX 50: tudo. DLSS 5 nos jogos compatíveis, DLSS 4.5 Super Resolution, Multi Frame Generation (com modo dinâmico e 6X) e o novo Frame Gen Performance Mode.
GeForce RTX 40: DLSS 4.5 Super Resolution, geração de frames e Frame Gen Performance Mode em beta. O DLSS 5, ainda não: a Nvidia prometeu em setembro que chegará «mais tarde neste outono», sem data.
GeForce RTX 30 e RTX 20: DLSS Super Resolution, mas sem a geração de frames da Nvidia. Como não têm FP8 nativo, a Nvidia sugere o modelo K (DLSS 4.0), porque os novos modelos M e L lhes custam mais desempenho.
Radeon RX 9000: FSR 4.1 e geração de frames por IA.
Radeon RX 7000 e RX 6000: FSR 4.1 (versão INT8) e geração de frames do FSR 3.1.
GTX 10 e 16, Radeon RX 5000 e anteriores: nada baseado em IA; restam-lhes upscalings clássicos como o FSR 3.1, que funciona em qualquer placa gráfica, com pior imagem.
Se estás a pensar comprar uma placa gráfica nova e estás indeciso entre Nvidia e AMD, não o repetimos aqui: tens tudo na nossa comparação RTX 50 vs Radeon RX 9000.
Como ativar o DLSS 5, o DLSS 4.5 e o FSR 4.1 passo a passo
DLSS 5 numa RTX 50
Atualiza o driver Game Ready a partir da app da NVIDIA (para NBA 2K27, versão 616.64 ou posterior).
Atualiza o jogo: o modelo rápido chega com o patch de cada título (NBA 2K27 desde 16 de outubro; Hogwarts Legacy, a 5 de novembro).
No menu de vídeo, ativa «DLSS Neural Rendering» juntamente com o DLSS Super Resolution e o Reflex.
Se os FPS caírem muito, baixa o modo de Super Resolution (de Qualidade para Desempenho) ou acrescenta geração de frames.
DLSS 4.5 Super Resolution em qualquer RTX
O DLSS 4.5 traz um modelo de upscaling de segunda geração para todas as RTX, em mais de 400 jogos e aplicações, segundo o anúncio da Nvidia. Força-se a partir da app da NVIDIA:
Abre a app da NVIDIA e entra no separador Graphics (Gráficos).
Escolhe um jogo da lista ou as definições globais.
Procura «DLSS Override - Model Presets» e seleciona «Recommended», ou «Custom» para escolher o modelo de cada técnica em separado.
Numa RTX 20 ou RTX 30, se notares que perdes demasiado desempenho, escolhe o modelo K.
Frame Gen Performance Mode (Preset C) em RTX 40 e RTX 50
É uma geração de frames mais leve: troca o segundo modelo de IA por um algoritmo mais rápido, com pequenas perdas de qualidade. A Nvidia fala em até 35% mais desempenho numa RTX 5060. Por agora está em beta:
Na app da NVIDIA, vai a Definições > Acerca de e assinala a opção para aceder a funcionalidades beta ou experimentais.
Transfere e instala a atualização beta.
Em Graphics, escolhe o jogo (ou as definições globais) e, nas definições do driver, abre «DLSS Override - Model Presets».
Carrega em «Custom», abre o menu pendente de Frame Generation, escolhe «Preset C» e aplica. Se não aparecer, reinicia o PC.
FSR 4.1 em Radeon RX 6000, RX 7000 e RX 9000
Instala o AMD Software: Adrenalin Edition 26.10.1 ou posterior a partir do site da AMD (em portáteis e consolas portáteis pode depender do fabricante).
No AMD Software, ativa o upscaling FSR (AMD FSR Upscaling) nas definições gráficas do jogo ou nas globais.
No jogo, escolhe FSR e começa pelo modo Qualidade; confirma que o título está na lista de jogos compatíveis da AMD.
Se perderes FPS em relação ao FSR 3.1, experimenta um modo mais agressivo (Equilibrado em vez de Qualidade) e compara a imagem.
Quanto prolongam a vida da tua placa gráfica atual?
A resposta curta: o DLSS 5 não prolonga a vida de nenhuma placa gráfica, porque consome desempenho e hoje só funciona nas mais recentes. O que realmente estica uma placa gráfica é o upscaling por IA (DLSS 4.5 e FSR 4.1) e, como complemento, a geração de frames. Por perfis:
RTX 40: a mais bem posicionada. Com o DLSS 4.5, a geração de frames e o Preset C, uma RTX 4070 ou superior tem margem para vários anos em 1440p com upscaling. Se o DLSS 5 chegar, será um extra.
RX 6000 de 12 ou 16 GB (RX 6700 XT, RX 6800, RX 6800 XT, RX 6900 XT): as grandes vencedoras. Tinham memória de sobra e faltava-lhes um bom upscaling; com o FSR 4.1 podem aguentar bastante mais nos jogos compatíveis.
RTX 30 e RX 7000: o DLSS e o FSR 4.1 mantêm-nas em dia em 1080p e 1440p; o limite costuma ser a VRAM nos modelos de 8 GB (RTX 3060 Ti, RTX 3070, RX 7600).
RTX 20 e RX 6000 de 8 GB ou menos (RTX 2060, RX 6600…): o upscaling ajuda, mas já estão no limite nos jogos mais exigentes.
GTX 10 e 16, RX 5000: sem IA e com jogos que já exigem ray tracing por hardware, como DOOM: The Dark Ages, está na hora de trocar.
O que nenhuma destas tecnologias resolve
Falta de VRAM: se a placa gráfica fica sem memória, surgem engasgos e texturas desfocadas; a geração de frames até consome um pouco mais.
Um processador que não chega: o upscaling alivia a placa gráfica, não o processador. Se a CPU for o estrangulamento, baixar a resolução interna quase não aumenta os FPS.
Poucos FPS de base: gerar frames suaviza a imagem, mas acrescenta atraso. A AMD recomenda partir de cerca de 60 FPS e desaconselha usá-la abaixo de 30. Em jogos competitivos, mais vale não a usar.
Melhorar o PC, trocar só a placa gráfica ou comprar um novo?
Com as placas gráficas tão caras, a tentação é espremer o que tens. Faz sentido, mas só se o resto do computador acompanhar. Estas são as situações mais habituais:
Quando basta trocar só a placa gráfica
O teu processador tem 6 núcleos ou mais e é relativamente recente (por exemplo, um Ryzen 5000 ou um Intel Core de 12.ª geração ou posterior).
Tens pelo menos 16 GB de RAM (melhor 32 GB) e um SSD.
A fonte é de qualidade e tem potência e conectores para a placa gráfica nova (muitas RTX 50 usam o 12V-2x6). Se não, vê as nossas fontes de alimentação.
A placa gráfica cabe na tua caixa: os modelos atuais são compridos e grossos.
Atenção às motherboards antigas: algumas placas gráficas de gama média usam só 8 linhas PCIe e numa ranhura PCIe 3.0 perdem algum desempenho, sobretudo as de 8 GB.
Se cumpres tudo isto, trocar a placa gráfica é a melhoria que mais se nota nos jogos. Podes ver opções na nossa secção de placas gráficas.
Quando compensa melhorar outras peças sem trocar tudo
Processador na mesma plataforma: se a tua motherboard aceita uma CPU mais potente com uma atualização da BIOS, sai muito mais barato do que trocar motherboard, processador e memória.
RAM: passar de 8 para 16 GB, ou de 16 para 32 GB, elimina engasgos em jogos recentes; com a memória tão cara, compara preços antes.
Armazenamento: um SSD NVMe encurta os carregamentos e evita engasgos em jogos que carregam dados em tempo real.
Fonte: se for antiga ou estiver no limite, troca-a antes da placa gráfica ou ao mesmo tempo.
Quando é melhor um PC novo
A tua placa gráfica é uma GTX 10/16 ou uma RX 5000 e o teu processador tem cinco anos ou mais: trocarias placa gráfica, CPU, motherboard e RAM, o que é quase um PC inteiro.
Queres uma RTX 50 para usar o DLSS 5, mas a tua plataforma não consegue tirar partido dela sem estrangulamento.
A fonte, a caixa e a motherboard têm muitos anos: montar peças novas sobre uma base velha limita o que consegues aproveitar.
Uma regra prática: se só a placa gráfica falha, troca a placa gráfica; se tens de trocar três peças ou mais, compara com um computador completo, que além disso chega montado, testado e com garantia para todo o conjunto.
Melhorar ou trocar o teu PC em Andorra com a MEGA SYSTEM
Na MEGA SYSTEM montamos cada PC à mão, testamo-lo durante 24 horas antes de o entregar e damos-lhe 3 anos de garantia, com reparações na nossa oficina de Escaldes-Engordany. Vê os PCs gaming já montados ou escolhe peça a peça no configurador. Se estás indeciso entre melhorar ou trocar, escreve-nos pelo chat (atendem-te pessoas reais) ou passa pela loja da Av. Carlemany, 38 com a lista de peças do teu computador. Entregamos em 24 horas em todas as paróquias de Andorra, ou podes levantá-lo gratuitamente na loja.
Perguntas frequentes
O DLSS 5 funciona numa RTX 4090 ou noutras RTX 40?
Oficialmente, ainda não. A Nvidia prometeu em setembro que chegará às RTX 40 «mais tarde neste outono», sem data. Entretanto, as RTX 40 podem usar o DLSS 4.5 Super Resolution e o Frame Gen Performance Mode (Preset C) em beta.
O DLSS 5 dá mais FPS?
Não. Melhora a iluminação e os materiais, mas custa desempenho: em setembro mediram-se quedas entre 41% e 58% consoante a placa gráfica e a resolução, e a Nvidia diz que o modelo de outubro reduz esse custo para metade. Os FPS continuam a vir do DLSS Super Resolution e da geração de frames.
Que Radeon RX 6000 são compatíveis com o FSR 4.1?
A AMD anuncia suporte para a série Radeon RX 6000 com o driver Adrenalin 26.10.1 ou posterior. Consulta as notas do driver para o teu modelo concreto; nos portáteis, a disponibilidade depende do fabricante. Além disso, o jogo tem de ser compatível com o FSR 4.
Posso usar o FSR 4.1 numa placa gráfica Nvidia?
Não de forma oficial: o FSR 4.1 usa IA e a AMD só o oferece no seu próprio hardware. Numa GeForce RTX tens o DLSS e, nas GTX antigas, o FSR 3.1.
A geração de frames acrescenta atraso?
Sim, algum. Por isso convém ativá-la só quando o jogo já corre a cerca de 60 FPS, como recomenda a AMD, e combiná-la com o Nvidia Reflex ou o AMD Anti-Lag. Em shooters competitivos, mais vale desativá-la.
Vale a pena trocar de placa gráfica agora ou esperar?
Se a tua placa gráfica é compatível com o DLSS 4.5 ou o FSR 4.1 e tens VRAM suficiente, espreme-a: os preços subiram este ano e não há descidas confirmadas. Se tens uma GTX 10/16 ou uma RX 5000, ou ficas sem memória, esperar só prolonga o problema.





